terça-feira, 22 de maio de 2012

De volta!

Depois de algum tempinho parada a Parasônica está de volta e agora para ficar! O show de retorno da banda será dia 05/06/12 no General Lee, próximo a UFSC.
Nycollas Medeiros assume a guitarra, Michel Goes assume o baixo e Cristiano Cearon assume a bateria. Estes três se unem a voz marcante de Shoio e fazem agora parte da Parasônica!

Abaixo a primeira gravação com os novos integrantes em uma versão da música Like a Stone da banda Audioslave.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Valeu galera!!!


Gostaríamos de agradecer a todos que estiveram no show que aconteceu no Open Music Bar dia 11/11 em Floripa. Foi um grande show que marcou o início de uma nova etapa da banda que vem trabalhando muito pra fazer o melhor som do mundo para todos vocês.


Um grande abraço e até breve.


Parasônica

domingo, 9 de outubro de 2011

NA PILHA - ESPECIAL DE SÁBADO

Salve galera!

Pra quem não pôde conferir a apresentação da Parasônica no Na Pilha, seguem alguns vídeos:

 

 

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

RADIO PRAIA ROCK

Salve, salve!
Já está no ar a melhor radio Rock do Brasil. Acessem http://www.radiopraiarock.com e confiram o melhor do bom, velho e gosmento Rock and Roll!
E como não poderia deixar de ser, tem música da Parasônica na programação da Praia Rock! Não deixem de conferir!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

RENOVAÇÃO

Salve galera! tudo certo?


Eu, Thiago, guitarrista da Parasônica venho dar meus pitacos no blog, falar sobre o momento da banda e deixa-los a par de tudo o que está rolando por aqui.
Infelizmente, por motivos pessoais, o baixista William Fedrizi e a baterista Deh Valençay deixam a banda. Nos últimos dias viemos decidindo quem ocupará estas funções.
E aproveitando esse momento de transição estamos trabalhando as músicas próprias, além de Cena I, Se Você Não Vê e Jabaculê, muitas outras estão aguardando o momento certo para serem apresentadas, e estamos ansiosos para gravar o restante, entre elas, Não Sei Não e Aonde Você For.


À todos um excelente final de semana e aproveitem para ouvir Cena I nos links anteriores.


Grande abraço,


Thiago Eibel

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PARASÔNICA NO FLORIPA MUSIC HALL DIA 25/02/11

Dia 25/02/11 tem Parasônica mais uma vez no Floripa Music Hall.
Lista FREE no email bandaparasonica@gmail.com.
A dica boa para quem está pensando em ir nesse show é escutar a música "Cena I" e chegar lá cantando com agente.
“Cena I”

BAIXAR A MÚSICA

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CONHEÇA A MÚSICA “CENA I” DA BANDA PARASÔNICA!

É com imenso prazer que apresentamos para todo Brasil a música “CENA I”. Esta é a primeira versão de estúdio da música e uma prévia do que está por vir em 2011 e que será ainda melhor.

BAIXAR A MÚSICA
É Rock de Floripaaaaaaaa!

“CENA I”
Aprendi a confiar em alguém
Que está nesse trem
Que eu perdi, quando partiu
Vi com outros olhos
A falta que você me fez
Ganhando um jogo de cartas marcadas
Chorando por ter ganho uma trinca de reis
E agora vejo meu destino em tuas mãos
Querendo voltar, dizendo mudar, implorando perdão
Mas se marquei algumas cartas do baralho
Se cheguei tarde o culpado é o fuso horário
De um sino que soou na catedral
No principio eu sabia
Que quase tudo chega a um fim um dia
Mas um dia a menos, um dia a mais
Pra quem corre contra o tempo tanto faz
Eu falei o que não sabia
Aposto que você tentaria
Mas ainda que tenha valido a pena
Sou eu que vou sair de cena
Sou eu
Sou eu que vou sair de cena

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

COMO AJUDAR OS DESABRIGADOS DE SANTA CATARINA:

Galera! Não podemos ficar indiferentes em relação as últimas tragédias que vem acontecendo no Brasil! Muitas pessoas nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina estão precisando de todo tipo de ajuda que pudermos oferecer. Vamos prestar nossa solidariedade!

O site www.desastre.sc.gov.br, segundo a Defesa Civil, permite a interação entre a população afetada e a busca de informações sobre o maior desastre da história catarinense. Veja abaixo também como você pode fazer a sua parte.

1) Doação de alimentos, roupas e/ou cobertores:

Se você mora em Santa Catarina pode doar em qualquer unidade doSenac/SC, CIEE/SC, OAB/SC, e Defesa Civil de todas as cidades catarinenses. Mas preste atenção nas orientações da Defesa Civil em relação a essas doações.

Se você mora em outro estado, pode ajudar também. Encaminhe doações para a Defesa Civil de seu estado ou para o Exército. Confira os locais de coleta que estão sendo atualizados pelo Google Maps.

Veja as informações atualizadas sobre as doações para Blumenau,Itajaí, Brusque, Timbó, Jaraguá do Sul, Luis Alves, Ilhota, Pomerode,Joinville e Rio dos Cedros.

2) Doação em dinheiro para a reconstrução das áreas atingidas

Defesa Civil de Santa Catarina disponibilizou um número de discagem gratuita  para os interessados em fazer doação por depósito bancário . Pelo 0800 48 2020 será possível obter todas informações sobre Bancos e contas bancárias abertas para esse fim.

Mais informações sobre as doações e a situação dos municípios de SC, visite o site da Defesa Civil.

3) Para ser um voluntário

Organizações cadastradas no Portal Voluntários Online possuem várias oportunidades de trabalho voluntário online ou presencial. Veja abaixo aquelas que são mais compatíveis com seu interesse e disponibilidade, e comece agora:

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Resumo do Desastre em Santa Catarina

atualizado às 16:57 do dia 30 Nov 08.

Registro de 27.410 desabrigados e 51.297 desalojados. São 112 ÓBITOS e 19 desaparecidos confirmados.
Fotos e notícias gerais no site do Governo de SC:webimprensa.sc.gov.br. Contato Comunicação Social Defesa Civil: 48 8843 3695.  Situação das Rodovias

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

AJUDE AS VÍTIMAS DA TRAGÉDIA DO RIO DE JANEIRO

Saiba como ajudar as vítimas da tragédia do Rio de Janeiro

tragedia

Postos rodoviários, supermercados e abrigos de diversas cidades do País estão recebendo donativos para ajudar as vítimas da chuva na Região Serrana do Rio. Os desabrigados e desalojados precisam de doações de água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável. Veja como ajudar:

Contas para doações em dinheiro
A Prefeitura de Teresópolis disponibilizou uma conta corrente no Banco do Brasil para receber doações e ajudar as famílias atingidas pelo temporal. Com o nome “SOS Teresópolis – Donativos”, a conta corrente é número 110000-9, na Agência 0741-2. Há também a conta 2011-1, Agência 4146, da Caixa Econômica Federal. O CNPJ da Prefeitura é número 29.138.369/0001-47. Outras contas:

Prefeitura de Nova Friburgo
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta: 120.000-3

Defesa Civil – RJ
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0

Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro
CNPJ 02932524/0001-46
Banco: Itaú
Agência: 5673
Conta: 00594-7

Campanha SOS Sudeste (CNBB e Cáritas Brasileira)
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Operação: 003
Conta: 1490-8

Banco: Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta: 32.000-5

Postos de coleta:

Santa Catarina
Todos os postos do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC) poderão receber donativos para as vítimas da chuva no Rio de Janeiro.Clique aqui e veja o endereço dos postos de bombeiros da sua cidade.

Rio Grande do Sul
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul montou um posto permanente de recebimento de doações no Armazém 7 do Cais do Porto, em Porto Alegre. Além das doações no Cais do Porto, quem quiser ajudar pode ligar para o 199 ou para (51) 3210-4219.

Rio de Janeiro
Também há diversos postos para doações na cidade do Rio de Janeiro. O site G1 possui a lista completa.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PARALAMAS DO SUCESSO - UM POUCO DA HISTÓRIA DO ROCK NACIONAL

Moçada! Conheçam um pouco da história do Rock nacional... E não podemos falar em história do Rock nacional sem citar Paralamas e Legião Urbana.

Paralamas do Sucesso


A trajetória musical de Herbert Viana, Bi Ribeiro e João Barone

Dos ensaios na casa de Vovó Ondina ao estrelato

A ligação afetiva com Brasília e as bandas da cidade

por Olímpio Cruz Neto
As bandas irmãs confraternizam na EMI (1986)Nos anos 80, um trio carioca mudou os rumos da cena musical brasileira. A receita: polaróides urbanas, pop com pitadas de reggae e ska, uma cozinha poderosa e um bandleader antenado. Os Paralamas do Sucesso têm aquele algo mágico e carismático. São fundamentais na história da música brasileira.
Herbert Vianna é o midas que acreditou, em primeiro plano, na cena musical de Brasília. E contribuiu para o boom do rock candango. Sem ele, dificilmente o Brasil teria conhecimento das bandas da cidade na década de 80 que elevaram Brasília à condição de Capital do Rock. Sem ele, ninguém saberia de quem eram clássicos como “Veraneio Vascaína”, “Ainda é Cedo” e “Química”. As pérolas de Renato Russo foram cantadas pioneiramente por Herbert Vianna ainda em 1982, quando nem ele nem Russo sonhavam em construir a história do pop nacional.

“Fuga” da capital

Quando deixou Brasília, por volta de 1977, nem sonhava que dentro de cinco anos estaria pilotando um dos mais sólidos grupos de rock brasileiro. Os Paralamas nasceram em 1981, no Rio de Janeiro, de uma vontade louca de Herbert Vianna e Bi Ribeiro fazerem um som, como alguns dos amigos de Brasília estavam aprontando.
Ambos eram muito próximos havia anos. Bi, filho de diplomata, e Herbert, de militar, eram produtos genuínos da Brasília dos anos 70. Andavam juntos pelas superquadras da Asa Sul como todo moleque crescido entre os pilotis dos blocos brasilienses. Aquela mistura curiosa de tédio e tesão, comuns a uma geração inteira que não tinha muito o que fazer na cidade, rendeu alguns clássicos do rock brasileiro.
Na época, alguns amigos também circulavam na turma – Dinho Ouro Preto e Dado Villa Lobos. “O Renato Russo a gente conhecia meio de vista, um amigo em comum falava sobre ele, que era um cara muito estranho, que não saía de casa”, disse Herbert ao jornalista Antonio Carlos Miguel.
Foi Herbert quem mostrou a Renato a primeira guitarra elétrica. “Fui lá na casa dele, mostrar uma Fender que eu tinha ganhado do meu pai”, comentou. Uma guitarra preta. Herbert tinha 15 anos. O pai, Hermano, havia trazido a Fender de uma viagem aos Estados Unidos. Para quem não sabe, naquela ocasião, a paixão de Herbert pela guitarra só tinha paralelo ao amor pelo skate. O líder paralâmico foi campeão de free style.

Primeiros ensaios

A saída de Brasília mudou radicalmente a vida de Herbert. Acostumado ao paradoxal provincianismo da cidade, o paralama-mor chegou ao Rio em 1977 e ralou muito para se acostumar à vida na velha capital. “Estava começando a tocar guitarra, ficava em casa o dia inteiro”, conta. “Em 1978, o Bi veio e aí começou realmente a tocar”. Segundo o baixista, o som não tinha nada de punk. “Tocávamos Hendrix, Clapton, Santana… Tudo sem bateria. Na casa da minha avó. Só baixo e guitarra e um amplificador”, rememora Bi.
A entrada de João Barone ocorreu em 1982, substituindo Vital – o famoso personagem da clássica “Vital e sua moto”. A banda se reunia muito na casa da avó de Bi, a famosa Vovó Ondina, para ensaios cada vez mais elétricos e interessantes.
Naquela ocasião, algumas das boas canções do grupo começaram a ganhar forma. É o caso de “Vital…”, “Patrulha noturna” e “Encruzilhada”, ainda chamada “Encruzilhada agroindustrial”. As três canções foram gravadas no primeiro disco: “Cinema mudo” (1983). Outras obscuras que se perderam, sem que ganhassem um registro oficial, como “Solidariedade, não!”, “Pingüins”, “Rodei de novo” e “Mandinga de amor”.
A paixão pela guitarra, além do esmero e do esforço com que Herbert se entregava ao instrumento, sempre lhe rendeu elogios. “Ele tira qualquer música na guitarra. Até os solos mais complicados de Jimi Hendrix”, elogiou Renato Russo. “Perto dele, a gente (da Legião) não sabe tocar nada”, confessou.
Em 1982, a banda entregava uma primeira fita demo ao fotógrafo e programador de rádio Maurício Valladares. “Vital e sua moto” subiu direto para o top 10 da Rádio Fluminense, cuja existência na década de 80 foi fundamental para a consolidação do rock brasileiro. A banda tornou-se conhecida de todos no Rio. A música, que hoje soa até ingênua, foi a mais tocada pela Flu no verão de 1983.

Enquanto isso, na sala de Justiça…

Ou melhor, na capital, a moçada já estava mandando ver. A Plebe Rude era a banda mais importante da cena local, depois do desaparecimento do Aborto Elétrico. A Legião Urbana ainda estava montando seu território, junto com o Capital Inicial. O triunvirato do rock brasiliense se antenou para o que veio do Rio.
Em maio de 1983, os Paralamas gravam o single com “Vital…” e “Patrulha noturna”. Os amigos de Brasília não acreditavam. “Pô, se eles podem porque nós não podemos?”, questionava-se, incrédulo, Dinho Ouro Preto. “Se nós, que somos uns merdas gravamos…”, emendou Bi, entre risos, durante a gravação de um documentário produzido pela Conspiração Filmes, filmado, entre outras locações, na velha Brasília.
Herbert, Bi e Barone já tinham incorporado ao repertório dos Paralamas algumas canções de Russo das quais gostavam muito: “Ainda é cedo”, “Química” e “Veraneio Vascaína”. O guitarrista fazia questão de falar sempre da cena brasiliense, chamando a atenção de jornalistas do eixo Rio-São Paulo para o que rolava na cidade.
Em junho de 1983, Hermano, irmão de Herbert, escreveria uma reportagem sobre o rock brasiliense na extinta revista “Mixtura Moderna”, editada por Ana Maria Bahiana e José Emílio Rondeau, primeiro produtor da Legião. “Até a época da gente vir para o Rio, as bandas de Brasília eram imitações do rock brasileiro dos anos 70, do final do Terço, dos Mutantes… Uma coisa sem tesão. Com o pessoal ligado aos punks a cena passou a ser superestimulante. A gente começou a tocar muito em função disso também”, disse Herbert.
Em uma conversa comigo, durante as gravações do disco ao vivo da Plebe Rude – “Enquanto a trégua não vem” -, o guitarrista dos Paralamas recordou-se de algumas das bandas que fizeram os anos 70 candangos menos irritantes, ainda mais em função dos ditadores de plantão. “Tinha muita banda legal, mas a maioria era aquela coisa viajandona”, comentou. “Tinha aqueles shows na Escola Parque sempre lotados”.

O sonho de tocar na capital

Ainda em 1983, no segundo semestre, os Paralamas tocam no Rockway 2 – um festival organizado pela produtora brasiliense Artway no Ginásio de Esportes. Nunca tinham vindo à cidade para tocar, mesmo depois que haviam gravado o single.
O show foi bem recebido pelo público, mas de maneira curiosa. Como o festival era por demais eclético, ninguém sabia bem o que aqueles três estavam fazendo. O disco ainda não havia saído.
É verdade que boa parte do público estava muito mais interessado em ver o Roupa Nova e a Cor do Som. Também haviam alguns metaleiros que foram curtir Robertinho do Recife. Detalhe: uma estreante Cássia Eller também se apresentou nesse festival, acompanhando como vocalista o grupo Malas & Bagagens.
Apesar da aparente indulgência do público, Herbert, Bi & Barone, não estavam nem aí. “Porra, viemos tocar em Brasília”, disse Herbert, ainda no Hotel Carlton, no centro de Brasília. No palco, entre fios e cabos, Dado Villa Lobos circulava como roadie. Durante a tarde do dia do show, num sábado de setembro, Bi e João foram para a casa de Renato Russo, saber o que o líder da Legião estava aprontando. São recebidos, junto com Fê Lemos e a namorada, Pedro Ribeiro – irmão de Bi, hoje produtor dos Paralamas – além de alguns outros poucos amigos.
Renato vibrou com os relatos de Bi sobre as gravações do primeiro disco. “Muito bom… Muito bom…”, repetia o vocalista da Legião. No disco, há uma parceria de Renato com Herbert e Barone: a singela balada O que eu não disse, que conta com a guitarra de Lulu Santos. E outro registro de um clássico do Aborto Elétrico: Química. Bi: “Ficou muito legal, Renato. Você vai gostar”. Renato vibrava, em meio aos discos distribuídos no quarto.

Um desentendimento

Alguns meses antes, Herbert tinha vindo a Brasília e chegou a assistir a um dos ensaios da Plebe, que dividia uma sala no Brasília Rádio Center junto com o Capital, o XXX e a Legião.
Philippe Seabra, vocalista e guitarrista da Plebe, recorda-se de um pequeno incidente, que quase lhe rende problemas com o futuro padrinho e produtor. “O cara chegou com um bermudão, de óculos… Ficou no canto da sala, tirando uns solos de Eric Clapton. ‘Que porra é essa?’, eu pensei. A gente nem chegou a se falar, eu acho”, relembra.
“Na semana seguinte, eu fui ligar o meu pedal flanger, modelo MXR, que ligava numa tomada e era 110 volts, só que aqui em Brasília a voltagem é 220 volts. E o pedal não funcionou. Eu pensei: ‘Pô, alguém queimou o meu pedal. Merda. Tem três pessoas que usaram a sala de ensaio’. Perguntei: ‘Quem foi?’ O Ico (Ouro Preto, ex-guitarrista das bandas Aborto Elétrico e Legião Urbana)’ falou que tinha sido o Herbert. Eu fiquei puto”.
Segundo Philippe, a história lhe trouxe problemas alguns meses depois. “Quando a Plebe foi ao Rio para tocar pela primeira vez, eu já tinha dito ‘fala praquele cara que ele queimou meu pedal’. Descemos para fazer o show com Plebe, Legião e Paralamas. Show antológico no Circo Voador. Quando chegamos lá no Circo para fazer a passagem de som, o Herbert, que é um cara meio largo, chegou para mim: ‘Que papo é esse de dizer por aí que eu queimei o seu pedal? Que papo é esse?’ Eu falei: ‘Não, não. Foi o Ico, foi o Ico’ (risos). E o Herbert: ‘Tá bem, tá bem…’”
“A gente passou o som, tocamos ‘A minha renda’. Na famosa passagem (‘Já sei o que fazer para ganhar muita grana, vou mudar meu nome para Herbert Vianna’), o Herbert abriu um sorrisão e viu que o pessoal de Brasília tinha caráter… Ficamos amigos. Depois, ele acabou sendo nosso padrinho na EMI e, bem, o resto é história”.

Rock in Rio

Em janeiro de 1984, os Paralamas subiaram no palco do Rock in Rio, o primeiro festival de porte a acontecer no Brasil. Estrelas internacionais, como Queen, Nina Hagen e outros, chegaram ao país para tocar a uma platéia sedenta. Os Paralamas foram ovacionados. Muitos ensaios renderam ao trio a segurança necessária para tocar para uma platéia repleta de milhares de roqueiros enlouquecidos.
O trio não só deu conta do recado, como encantou o Brasil. O segundo disco – “O Passo do Lui” – já havia saído. “Óculos”, o primeiro grande hit do grupo, estava estouradaça. “Mais do que a letra, a música era a época”, relatou Herbert, em 1991. Dali para a frente, o céu – e o mercado latino – eram o limite. “O Rock in Rio Foi a nossa consagração”, comentou Herbert, em entrevista concedida em 1994.
Em 1986, enquanto o país assistia indignado à degradação que havia chegado ao país com o mal-fadado Plano Cruzado, os Paralamas lançam “Selvagem?”, disco que tinha na capa o velho chapa Pedro Ribeiro e que trazia uma espécie de radiografia sócio-política do Brasil. O governo Sarney patinava, o Cruzado fazia água e ninguém sabia para onde a nação seguia. Herbert parecia seguro, ao cantar: “Alagados, Trenchtown/ Favela da Maré/ A esperança não vem…” O LP vendeu de 528 mil cópias. “Era o nosso recado”, disse Herbert.
Dali para a frente o trio ganharia o estrelato e a fama. Lá se vão 25 anos de estréia no mercado fonográfico e 27 de banda.
Jornalista e professor, trabalhou em diversos veículos da imprensa brasileira, como Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo, O Globo, Zero Hora e Correio Braziliense. Ganhou o Grande Prêmio Folha de Jornalismo, em 1996, pelo caderno "eleições s/a". Em 2001, ganhou o Grande Prêmio CNT de Jornalismo, pela série de denúncias sobre fraudes no DNER. Atualmente, é professor de jornalismo e trabalha como assessor de imprensa.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

PARASÔNICA NO "POPPING ROCK" DIA 10/12/10 NO CÉLULA SHOWCASE


Fala galera! Dia 10 tem Parasônica no Célula mandando ver suas músicas próprias e alguns covers de Pearl Jam, Nirvana, Foo Fighters e Legião Urbana. O evento tbm vai contar com as participações das bandas VIVA LA VIDA e ENFUGA! Ingressos a venda no local por apenas 10 pratas até a meia noite. 
See you there!